Alan Wake II

released on Oct 27, 2023

Saga Anderson arrives to investigate ritualistic murders in a small town. Alan Wake pens a dark story to shape the reality around him. These two heroes are somehow connected. Can they become the heroes they need to be?


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Alan Wake II: Night Springs
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Alan Wake Remastered
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Alan Wake's American Nightmare
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Alan Wake
Alan Wake

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Show me the champion of light
I'll show you the herald of darkness...


Não consigo tirar esse jogo da cabeça desde que terminei ele. Sem medo de errar digo que Alan Wake II é o tipo de jogo que deve e será incluído naquele debate de "os vídeo games como forma de arte", porque é isso mesmo que ele é. É mais que um jogo, é uma obra de arte completíssima.

Tudo no jogo é feito com maestria e foi pensado meticulosamente. Também não tenho medo de errar quando digo que esse é um dos melhores survival horror já feitos e ainda ouso e digo que é o melhor survival horror moderno que temos, principalmente se formos levar em conta somente a geração atual.

Tudo aqui é perfeito. O enredo repleto de plot twists, idas e vindas, o jeito que cada elemento e subtrama é encaixada e agrega ao que acontece. E ainda que tudo pareça meio confuso e difícil de entender, tu simplesmente não consegue desgrudar da tela e te sente instigado a continuar pra ver que outra camada vai ser atingida e como que todos os acontecimentos vão se desenrolar, pra onde a história vai. E a apresentação cinematográfica contribui muito pra isso, as cenas live action são muito bem encaixadas e as performances do elenco são impecáveis. Sem falar que eles tratam cada capítulo como se fosse o episódio de uma série, o que faz ainda mais com que a gente queira seguir em frente. Sem falar que em diversos momentos, principalmente quando jogamos com o Alan, o game te coloca numa atmosfera de horror pesadíssima e, por vários momentos, desconfortável até (sim Iniciação 5: Quarto 665, eu estou falando com você). E preciso confessar aqui que o desfecho da Alice me deixou estarrecido e completamente sem ar. Até nervoso, eu diria. Só lembro de ter uma experiência assim com o cinema de horror, com jogos não.

Os gráficos são lindíssimos, um dos, se não O melhor que já vi nessa geração. Tudo é detalhado, os ambientes são riquíssimos, cada um com sua peculiaridade e as expressões faciais são tão realistas e bem feitas que não cansavam de me impressionar. Isso combinado com toda aquela atmosférica onírica do jogo, extremamente bem construída e aplicada, torna tudo ainda mais deslumbrante.

A gameplay é super gostosa, as interfaces são fáceis de navegar e, embora de início ele lembre jogos como Resident Evil 2 Remake, ele tem mecânicas únicas e que nenhum jogo vai conseguir replicar. Seja o uso da lanterna como arma, o Lugar Mental usado para montar casos, perfis ou então a sala do escritor onde com um clique de uma máquina de escrever tu muda o enredo do jogo em tempo real, te dando uma nova perspectiva e abrindo novas possibilidades para que os teus objetivos possam ser cumpridos. É tudo feito de uma maneira genial.

E talvez o fato que mais se destacou na mídia e, agora entendo o porque, a AULA de trilha sonora que esse jogo dá. A maneira que a trilha é incluída, seja como os "créditos" de cada capítulo ou durante capítulos inteiros. Eu simplesmente tenho escutado Old Gods of Asgard no repeat desde então, não tem um dia que eu não cantarole "Anger's Remorse" e "Herald of Darkness" pelo menos umas duas vezes. Poucas ou, arrisco dizer, nenhuma vez um game teve um momento que me deixou tão extasiado e empolgado quanto a luta no lago com "Dark Ocean Summmoning" de fundo. O game já tava espetacular pra mim, mas nesse momento foi que tudo transcendeu e eu entendi o porque esse jogo foi tão falado e percebi o quão genial ele é.

Alan Wake II foi mais do que um jogo pra mim. Foi uma experiência mais do que completa em termos de narrativa, história, gameplay e trilha sonora. Não só completa, mas uma experiência única. Queria muito poder ter visto como foi o processo criativo de algo tão surreal assim e queria muito saber como funciona a cabeça do Sam Lake, de quem agora já virei fã. Agora não só entendo porque todo mundo fala desse jogo, como vou me tornar mais um discípulo da Remedy e mais um dentro dessa espiral (não loop) que é Alan Wake II.

It's hard to know how to reckon with a game like this. The way that people talked about it, the constant endorsements from people whose opinions I trusted–the curiosity was enough for me to do three games worth of homework so that I could dive into this one with full context. And I don't regret it! But I can't stop thinking about how different the experience might have been had I not spent months building it up in my head. Was it ever even possible for this game to truly live up to my expectations?

All of which is very dramatic preamble for what is, obviously, still a positive rating. To say that it didn't live up to the lofty expectations I brought to it doesn't say much at all about the game itself, which is part of my problem. When thinking about this game, even long after I hit credits, it's hard for me to shake the shadow of all the little rankles, the micro-disappointments, the little hitches I would feel every time the game would crash, or a narrative thread would fizzle out before I felt like it was fully explored, or the gameplay "loop" had spun it wheels a little too long. There are times at which the parts of this game that I love, the parts where it feels like its seams are ripping apart and something bigger starts to shine through, felt obscured by its need to be, at the end of the day, a third-person survival horror shooter. And then there are other times where it all comes together, and the combat, exploration, and cutscenes all feel perfectly balanced. And even if this was "just" a survival horror game, it'd still be a damn good one. But sometimes it feels like it's reaching for something more, something beyond its own boundaries, beyond the videogame-y mechanical structures it sometimes feels boxed in by, and I kept hoping it would make the jump and get there.

I won't be so cynical as to say this game is doing nothing unique, but I do think that the joy of Remedy games isn't that they're the only ones doing stuff like this, but that it's so rare to see a studio executing the kinds of ideas usually reserved for no-budget weirdo indie games with this level of fidelity and budget. It's rare to see something with this much money behind it that's willing to take swings this big and whose hard edges haven't been completely sanded down by the AAA pipeline. And that is special! I think these games deserve their reputation and I will follow Sam Lake wherever he wants to lead me. Unfortunately I think he might be getting too into his big connected universe and I fear he will never write an actual ending to a video game ever again.

I bring up this game in therapy all the ding dang time and can credit it for helping me make endless breakthroughs.
A game of such immense, personal importance & impact like few ever have or will.

This goes for the original version. That new game plus ending? Actually the most egregiously heinous, shallow, lazy writing of Remedy's catalog & Sam Lake's career.