Red Dead Redemption 2

Red Dead Redemption 2

released on Oct 26, 2018

Red Dead Redemption 2

released on Oct 26, 2018

Red Dead Redemption 2 is the epic tale of outlaw Arthur Morgan and the infamous Van der Linde gang, on the run across America at the dawn of the modern age.


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Prime example of excessive realism being detrimental to the gameplay.
The truth is, this game has it - almost - all: a magnificent world, amazing visuals, brilliant characters, well-written side quests and yet it fails in the most important aspect of a video game: being fun.

What can i say man, what can i say. Everything is perfect, the world, the story and the story man. This isn’t a video game, it’s an experience. Go play this and get it out of your backlog now

Como pode existir um jogo perfeito tanto em gráficos, quanto em jogabilidade e na história também

This review contains spoilers

Red Dead Redemption 2 é a obra que consolida a Rockstar como um estúdio AAAA, demonstrando a mais pura excelência no desenvolvimento técnico de jogos, um patamar onde apenas possui os pés plantados; poucos estúdios, como a Naughty Dog, tentam também se firmar no topo dessa colina - uma colina composta por centenas de milhões de dólares, que só pode ser escalada ao alocar quase uma década para o desenvolvimento de cada título.

Se esse jogo fosse lançado hoje, seria o jogo mais tecnicamente impressionante do ano - e já fazem seis anos que foi lançado.

Red Dead Redemption é um jogo massivo, em todos os aspectos. É um jogo que vem em dois discos blu-ray, e pesa 120 gigabytes na versão de PC, que foi onde joguei. Esse peso é certamente justificado, e isso é algo que se percebe em minutos de gameplay, e só fica mais claro conforme você progride na história. É realmente enorme. Devo ter demorado cerca de setenta horas para completar o jogo, e tenho certeza que não fiz metade do que poderia ter feito, sem exagero algum.

O mundo de Red Dead Redemption 2 é impressionantemente vivo. Existem centenas de conversas interessantes que você vai ouvir apenas andando pelas cidades, e dezenas de encontros aleatórios que resultam em pequenas missões. Uma vez, salvei um homem à beira da estrada, entregando a ele um antídoto para veneno de cobra. Algumas horas depois, encontrei-o bêbado, na frente de uma loja de armas. Ele me presenteou com o revólver mais caro da loja, como uma forma de me retribuir. Também já ouvi outras pessoas me agradecendo repentinamente, e lembro que havia os ajudado horas atrás. É muito satisfatório.

Os cenários são de tirar o fôlego. O jogo é constantemente lindo, de dia, de noite, de tarde e de manhã. As montanhas cobertas de neve são maravilhosas, as planícies e o litoral, é tudo excepcionalmente bonito.

A qualidade das animações é sobrenatural. Visualmente, é perfeito. Desde o movimento dos cavalos até as animações que você pode nem ver no jogo, como a animação de pegar café no acampamento - é tudo impecável.

O som é um outro ponto fortíssimo de Red Dead Redemption 2. Os sons dos animais, desde o ofegar do cavalo ao rastejar do crocodilo, tudo simplesmente parece natural. A dublagem (joguei o jogo em inglês) dos personagens é maravilhosa, e faz a escrita do jogo ser ainda mais memorável. A trilha sonora é ótima, e em certos momentos, inesquecível.

O gameplay no geral é muito bom, apesar de algumas mecânicas serem exageradamente simples e outras levemente preguiçosas, como a mecânica de seguir alguém no cavalo, que não funciona adequadamente com o controle padrão do cavalo no PC, e a mecânica de montar o acampamento, que é EXTREMAMENTE exigente com a localização.

Entretanto, tudo isso - toda essa perfeição técnica - são apenas veículos para a imersão, para contar a história de Red Dead Redemption 2. A história de Arthur Morgan. E quão boa é história?

Muito, muito boa. Mas é infelizmente um dos únicos lugares onde o jogo peca.

O jogo é dividido em seis capítulos principais e dois epilogos. O primeiro capítulo é um prólogo. É um excelente prólogo, não tenho nada a reclamar. É curto, e junto com uma boa parcela do capítulo dois, também serve como uma introdução das mecânicas principais do jogo. Essas partes podem ser demasiadamente restritivas na liberdade do jogador, considerando que é um jogo de mundo aberto, mas não me incomodou.

O segundo capítulo, Horseshoe Overlook, é onde a história começa a se desenvolver. Os personagens são devidamente introduzidos, os inimigos principais são apresentados, e a semente da desconfiança é plantada na cabeça de Arthur.

"Só mais um roubo, Dutch? E aí vamos para o Oeste?"

No terceiro capítulo, Rhodes, a história segue seu rumo natural. A desconfiança cresce na mente se Arthur. Alguns dos membros mais sábios do acampamento, como Hosea e Lenny, também levantam dúvidas sobre a liderança de Dutch, mas nesse ponto, ainda não veem outra opção além de seguir com ele.
Nesse ponto, os personagens começam a sofrer com as consequências de seus atos. Assim como em GoodFellas, aqueles que vivem pelo crime não vivem vidas longas, morrendo de causas naturais ou outras mortes pacíficas... os que vivem rápido, morrem rápido.

Sean foi o primeiro gatilho, o que deu início à rápida mudança de Arthur. As missões no final desse capítulo são algumas das melhores do jogo. Rhodes foi um ponto altíssimo.

Em sequência, Saint Denis. É o capítulo onde todos parecem realmente entender a "mudança dos tempos", a inevitável e iminente urbanização que seguirá a industrialização americana. Assim como Rhodes, é um outro ponto muito alto do jogo. As missões são muito interessantes e o desenvolvimento dos personagens é incrível.

Meu problema com a história de Red Dead Redemption 2 começa no final de Saint Denis, na missão do roubo ao banco. É o começo do fim, onde tudo dá errado. A morte de Lenny e Hosea, e a separação do grupo. Esse início da missão é incrível, mas a partir do momento que chegam no píer/porto(?) para fugir, a história toma um rumo muito estranho. Parece que foi feito às pressas, sinceramente. A decisão que Charles toma nesse momento é bizarra e foge do personagem completamente, é como se fosse apenas um mecanismo que os escritores encontraram para remover ele do próximo capítulo, já que ele certamente seria o primeiro a se opor as ações de Dutch em Guarma.

Seguindo essa cena, o grupo do assalto ao banco entra em um navio, e é tudo muito apressado... em cinco minutos de gameplay, eles já se esconderam no navio, já convenceram o capitão a deixá-los na embarcação, já se reuniram pra discutir E JÁ NAUFRAGARAM.

Além disso, essa parte do naufrágio parece muito artificial. O diálogo do Micah avistando a nuvem chega a ser cômico, ainda mais levando em consideração que a nuvem que traz a tempestade que oblitera o navio deles é literalmente uma nuvem carregada média do litoral. Esse trecho se estende e leva à Guarma, o quinto capítulo.

Guarma é horrível. Guarma é composto por uma sequência de missões que não agregam em nada, que consistem em tiroteios e trechos stealth - e só isso. É o capítulo mais curto do jogo, junto com o primeiro capítulo, mas é insuportavelmente chato. É uma área bonita, mas é repleta de absolutamente nada para fazer além das missões principais, cujo único propósito é deixar claro pro jogador que não prestou atenção que o Dutch está enlouquecendo, e que a desconfiança de Arthur cresce. Tudo que é mostrado em Guarma já é revelado de forma muito mais sutil e bem construída nos capítulos anteriores. É um trecho completamente descartável.

Após Guarma, chega o capítulo seis, Beaver Hollow. Beaver Hollow é onde começa a dissolução da gangue, e é onde a história retoma a coerência. É um excelente capítulo, é o clímax emocional da história de Arthur, e demonstra o melhor desenvolvimento de personagem do jogo inteiro, por parte de Arthur, Sadie, John e Charles. As missões não são as mais empolgantes, mas a reta final é excepcional.

Apesar da luta final contra o Micah ser meio chata, as duas missões finais ainda são incríveis e é uma conclusão quase perfeita para a história de Arthur.

O epílogo é uma ótima oportunidade para explorar o mundo novamente, agora como um novo personagem. John, apesar de ser um personagem secundário excelente pelos primeiros seis capítulos, não é tão interessante quanto o Arthur, inicialmente. Ao longo do epílogo fui gostando muito mais dele, e acho que essa é a função desses capítulos finais, então eu diria que foram muito bem sucedidos. Os encontros com o Uncle, com a Sadie e o Charles são excelentes, e é muito bom ver o impacto que Arthur deixou em todos eles. São dois capítulos muito tranquilos e que te fazem ficar mais investido no futuro de todos que sobreviveram, e a conclusão é exatamente o que eu gostaria que fosse.

shelved since my laptop can't handle it anymore. I was taking my sweet time and exploring at my leisure and then my save got corrupted half way through the game. :)

Playing this game felt like a massive war is going on in my brain where one of the greatest, most powerful and human stories video games have ever told along with one of the most realistic and absolutely gorgeous video game worlds of all time are battling against one of the most generic, uninspired and sleep inducing combat systems triple A games can offer. The story and exploration won that war but the scar it left on my mind has made this game tragically impossible to replay for me.