He Fucked The Girl Out of Me

released on May 21, 2022

A game about sex work and trauma.

It's a visual novel playable in browser or with a gameboy/gameboy pocket emulator.


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The main character in this should have just gotten an office job or something instead of knowingly walking into oblivion.

He Fucked The Girl Out of Me é uma experiência trágica e impactante sobre assuntos importantes. Esse é um jogo narrativo de gameplay minimalista que conta sobre as dificuldades da criadora durante a sua transição, de forma semi-autobiográfica. Isso é obviamente uma história trans e não serei um daqueles caras cis que dispensam esse tipo de narrativa por não se identificar com as situações. Os temas abordados são bem pesados, sendo esses sexualidade, prostituição e trauma. A dor que é transmitida pela narrativa é bem palpável, e ver como as tragédias da protagonista se desenrolam é deprimente. Ela não só sofreu com o preconceito com a sua identidade, mas também teve que recorrer à prostituição para pagar pelo seu sonho, com a sua saúde mental deteriorando e como os outros a desumanizam, vendo-a apenas como um objeto sexual. Mesmo que a narração e os diálogos não sejam super elaborados, eles fluem com muita naturalidade, sendo claros, concisos e não precisando descrever com tantos detalhes (como na maioria das Visual Novels). Outra coisa que me agradou, foi o seu senso de autoconsciência, com a narração humildemente admitindo que não mostra absolutamente todos os eventos de sua vida e que esse jogo não deve ser usado pra demonizar profissionais do sexo, e sem ser intrusivo. Outra qualidade é a sua direção de arte. Os visuais são um 2D 8-bits de Game Boy (tanto que a página do jogo até disponibiliza uma ROM pra jogar em emulador), que apesar de simples, captam bem as emoções das cenas e são bem compostos. Se tenho algo a reclamar, é o seu uso de trilha sonora. O jogo dura meia hora, e durante todo esse tempo não houve nenhuma música e teve apenas 1 efeito sonoro que me pegou desprevenido, e mesmo sabendo que o chip sonoro do Game Boy é limitado, não acho que seria impossível fazer músicas tensas que combinem com ele. Esse jogo é importante, por demonstrar facetas da realidade trans que não são muito discutidas e ser um bom exercício de empatia, e não importa se quem tiver contato for trans ou cis, ele é capaz de tocar em qualquer coração.
Prós: Visuais bem compostos; Tópicos abordados com a maturidade que merecem; Fluido e conciso no seu texto; Momentos autoconscientes que não são intrusivos.
Contras: Trilha sonora ausente (exceto por um único efeito sonoro)

A very short but tragic look at the author's transition and all the complications surrounding this very sensitive subject. I can never ever even come close to understanding what it is like to go through a process like this, especially at a time when it was even less accepting than it is now.
The game's simple pixel art style is used to great effect as a lot of the uncomfortable moments in the story are made more impactful through the crude depictions of the characters and telling more than showing with certain scenes. The vile nature of people viewing others as only objects of sex was one of the strongest themes. The scene where you are given the choice to browse the internet and witness peoples unfiltered wants and desires made me really sick.
Stories like this definitely open my eyes more to the thoughts and feelings of people who transition. I couldn’t imagine how hard it was to talk about something like this, especially with how terrifying it gets. The game was only 20 minutes but it is one I will be thinking about for a while.

"this is what true love feels like"

While I have never been in the experiences that Taylor McCue has, which make up the semi-autobiographical narrative of this game, I can definitely relate to the sheer level of trauma and pain that is conveyed.
The visuals express a form of terror and horror that only such experiences could create, and it allows the situation to really sink in deep as you read through these nightmarish scenarios.
My chest feels tight, I want to throw up, the game did it's job at showing me Taylor's pain and sadness of being a sex worker when you don't want to.
The part that I really relate to the most is the feeling that nobody will ever love you because of your past decisions, it's something I've also coped with over these past four agonizing years of adulthood as I've felt entirely alone and unloved because of my failings as a person.
But I think that He Fucked The Girl Out of Me makes the argument that even though that feeling may be there, we should never give into it. Love will find a way, it always has.
I definitely recommend reading this, though do be advised the themes get very intense very quickly, so make sure to check the triggers before you truly get into it.