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CUIDADO COM OS EVENTUAIS SPOILERS

Após o 'fracasso' do segundo título, os fãs esperavam que um terceiro jogo fosse desenvolvido para que Kojima recuperasse sua dignidade. É inacreditável que, com sua arrogância, ele tenha sido capaz de usar essa situação para criar e transmitir uma nova mensagem em um novo título, entregando tudo que os fãs queriam junto com o que desejava fazer. O que foi dito na análise de Metal Gear Solid, sobre ser um jogo que chega perto de um bom equilíbrio entre uma aventura cinematográfica dentro de um videogame, é alcançado com maestria aqui.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater é tudo o que se poderia esperar de uma sequência mais direta do primeiro título. De fato, desde o início, é possível perceber um grande paralelo com a história original. Snake inicia sua jornada encontrando uma equipe composta por uma médica, um coronel e uma mentora que eventualmente o trai. Ele desenvolve uma relação amorosa com uma mulher problemática, enfrenta uma equipe de soldados altamente treinados, precisa resgatar um cientista que percebe que seu trabalho está apenas prejudicando a humanidade, é capturado, escapa do antagonista junto com sua amada em um veículo e tem uma revelação chocante no final da aventura. O que acontece é que esta nova aventura demonstra o quanto os desenvolvedores evoluíram ao longo dos anos trabalhando na franquia, um contraste totalmente do segundo título que ironiza esses acontecimentos. O jogador pode facilmente perceber o carisma dos personagens, a narrativa mais fluída e a incrível jogabilidade.

Nunca foi tão divertido jogar Metal Gear. A liberdade que ele proporciona nos cenários é impressionante para um jogo de PlayStation 2, e acredito que existam milhares de estratégias que ainda nem cogitei durante minha aventura. Um dos lugares onde isso fica mais evidente é durante o segmento da casa no meio da floresta. Snake pode invadir por baixo da construção, pendurar-se em uma árvore para obter melhor visão, entrar pelo telhado, utilizar as portas dos fundos, imobilizar ou matar os soldados, distraí-los com barulho, ter paciência e esperar por uma brecha na patrulha para invadir, explodir a casa de suprimentos (o que também enfraquece os soldados da região) ou usar o morro para flanquear com uma arma de longo alcance. Pode parecer simples em comparação com os jogos atuais, mas garanto que são poucos os que usam o design de níveis de forma tão eficaz para incentivar o jogador a explorar essas possibilidades, em vez de forçá-lo a adotar estratégias dominantes.

Por outro lado, a presença da Mk12 e dos óculos de visão compromete bastante os desafios oferecidos. A arma é capaz de neutralizar inimigos por longos períodos sem acionar o alarme total entre os soldados quando
os corpos são descobertos, enquanto os óculos facilitam a abordagem de alguns chefes e cenários em geral. Por esses motivos, recomendo jogar novamente sem utilizar esses dois equipamentos do arsenal e experimentar outras estratégias, o que certamente trará muito mais diversão quando bem-sucedidas. Além disso, restringir a quantidade de itens que Snake pode carregar ao mesmo tempo nunca pareceu uma estratégia eficaz para equilibrar o arsenal. Pelo contrário, acaba sendo um obstáculo que obriga o jogador a interromper a ação para acessar o inventário, seja para trocar itens essenciais ou ajustar os equipamentos antes de cada batalha contra chefes, o que interfere na fluidez do jogo. Embora minha análise esteja na página de Snake Eater para PlayStation 2, também sugiro evitar essa versão, pois não inclui a capacidade de alternar para a visão em terceira pessoa.

É surpreendente quando uma obra consegue conduzir o espectador por um caminho aparente, apenas para subverter completamente suas expectativas ao revelar o verdadeiro significado da narrativa. Confesso que, inicialmente, não estava gostando da abordagem narrativa deste título. Todo o exagero e as cenas extravagantes não condiziam com o que esperava de uma história tão aclamada, mas à medida que avançava, comecei a compreender sua proposta e gradualmente fui envolvido pelo universo apresentado. Por que isso ocorre? Metal Gear Solid 3: Snake Eater utiliza o exagero e o bizarro como ferramentas para contar sua história, enganando o jogador para que, quando a grande revelação final chega, tudo se encaixe de forma "coerente" que proporciona um choque de realidade impactante. Por isso, durante a jornada de Naked Snake, o foco está principalmente na diversão, algo que deve ser apreciado neste meio de entretenimento. Esse jogo me provou que o brega pode construir uma narração emotiva trágica quando bem feita, algo que de verdade nunca tinha visto antes.

É difícil falar sobre a história de Snake Eater sem mencionar as homenagens e críticas aos filmes do estilo James Bond que são feitas ao longo desta aventura. O tema de 007 permeia as músicas enquanto Snake está sendo perseguido, e ambas as histórias tratam de um homem imerso em uma trama de espionagem. No entanto, minha parte favorita começa aqui: ao contrário dos filmes de ação dos anos 60 para frente, nos quais o protagonista é retratado como um ser superior e idolatrado por todas as mulheres na trama, aqui vemos duas personagens que se mostram mais inteligentes e fortes que Snake. The Boss é uma das minhas representações femininas favoritas nos videogames; tudo sobre ela é tratado com tamanha seriedade que nos convence da tragédia que essa mulher viveu. No início, pode parecer que EVA está presente apenas para a sexualização e para adicionar um elemento romântico à história de Big Boss, mas é surpreendente quando descobrimos que ela é uma espiã chinesa que recusou o matar por pena, servindo justamente como uma crítica a esse tipo de personagem recorrente nas mídias. Naked Snake não é vangloriado no final da aventura e sim destruído de pouco a pouco criando totalmente um contraste com James Bond.

Também gostaria de elogiar o fato de que essa narrativa emprega uma variedade maior de formas para desenvolver personagens e enredos, indo além da exposição, embora ainda seja bastante presente. Dessa vez, cria personagens cativantes e situações divertidas que mantêm o interesse do espectador até o final. É fascinante como o exagero ficcional se mescla com eventos reais do mundo, criando uma narrativa que, ao mesmo tempo que mantém uma certa seriedade, também destaca o quão absurda é essa história. Foi um tanto chocante perceber o quanto demorei para notar que o cenário no qual se passa a aventura não faz sentido algum, uma vez que não há selvas na Rússia.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater é uma obra-prima que me surpreendeu de maneira diferente. Estou profundamente grato por ter dado uma chance a este jogo e mal posso esperar para ver como o remake expandirá ainda mais a jogabilidade e a cinematografia. Embora minha jornada com a série Metal Gear Solid tenha sido incrível até agora, sinto que é hora de voltar explorar outros gêneros por um tempo. No entanto, sempre me pego pensando se essa não é simplesmente a melhor trilogia já criada nos videogames.

Yakuza Kiwami 2 se aproxima mais pra mim da continuidade de uma segunda temporada de um seriado do que uma uma típica sequência de um jogo de PS2, com você vendo um Kiryu com sequelas do primeiro e não sendo trabalhado do zero mas evoluindo a partir do primeiro Kiwami, e isso em partes ajuda a decifrar bem o porque eu gostei como gostei desse jogo apesar de dentro da série, dos que eu joguei até o momento, é o que eu facilmente tenho mais problemas.
Gosto como a premissa rapidamente constrói um paralelo entre a situação do Kiryu e da própria Yakuza, o nosso protagonista está cansado e com uma visível vontade de se desvincular do seu passado, mas ele já está fundo demais dentro da Yakuza para fugir dela tão facilmente, e ainda tendo que lidar com traumas e cicatrizes do seu passado recente, como sua relação com seu falecido pai adotivo Kazama. Por outro lado, a máfia japonesa está no precipício de entrar em uma guerra, por ser uma organização que não conseguiu lidar bem com seu passado, e com sua brusca mudança recente, e isso cria brechas para figuras mais violentas tentarem assumir o comando.
Isso cria um palco muito propício para serem trabalhadas diversas situações e esse tom de continuidade já puxa eu que joguei o primeiro jogo e me deixava ansiosa para descobrir quais seriam os desfechos para aqueles personagens. Entretanto, o jogo demonstra logo cedo uma megalomania em sua narrativa, com a criação de diversos núcleos que em diversos momentos parecem sair de situações avulsas e não parecem se conectar bem com o plot central, os personagens que eu queria ver desenvolvimento em grande parte são esquecidos por bastante tempo como é o caso da Haruka, e da espaço para outros personagens que muitos parecem figuras jogadas ali, não sendo o caso da Kaoru e do Ryuji que realmente conseguem criar uma ponte temática muito forte que sustenta boa parte das qualidades desse jogo, a Kaoru sendo uma personagem que cria uma relação de melodrama com o Kiryu e realmente ajuda a construir o personagem e aumentar o apreço que eu já tinha por ele, e o Ryuji que funciona como um espelho da violência da Yakuza e como isso se reflete no Kiryu, a luta por quem vai ser o dragão acaba sendo algo muito mais pessoal porque o Kiryu enxerga em Ryuji o lado sombrio que seu pai deixou e quer fazer o melhor para que seu legado seja lembrado pela sua bondade. A maior parte dos núcleos são mal desenvolvidos, e acabam criando uma situação bizarra no final onde o jogo claramente demonstra estar confuso sobre qual história ele quer contar e quase ofusca os seus grandes altos.
Não tenho base comparativa para falar deste jogo comparado ao OG, mas nele existem diversas simplificações até olhando para o Remake que o antecede, ele parece algo com uma apresentação melhor mas sua profundidade mecânica é rasa como um pires, não me assusta a má fama que o jogo ganhou apesar de que ainda me pareceu uma forma válida de experienciar sua narrativa, a qual eu terminei positivo. Só me resta ansiedade para o resto da franquia que promete me dar uma jornada inesquecível.

PS: o Majima saga é legalzinho, eu gosto do fan service, mas acho a história um tanto descartável e aqui fica bem exemplificado o contraste bizarro entre o Majima do 0 e o que veio a ser o Majima, em muitos momentos parece outro personagem, felizmente gosto de ambas as facetas dele.

Simplesmente um filme do Michael Bay jogável, com o mesmo roteiro ruim (ainda que tenha sido escrito pelo autor de Altered Carbon), a mesma atuação questionável e a mesma falta de profundidade em basicamente tudo, mas divertido pra cacete.

Crysis 2 segue um caminho bem diferente do primeiro jogo, ele abandona as fases abertas e o combate cadenciado, substituindo eles por uma campanha genérica de tiro no mesmo estilo de qualquer Call of Duty dos últimos 20 anos, a diferença é que você tem uma gameplay extremamente fluída, muito melhor que a do primeiro jogo, com um combate delicioso e vários poderes pra você se sentir foda, e o principal, esse é um dos únicos jogos que dá pra fazer absolutamente tudo que é mostrado no trailer em CGI dele.

A história disso aqui é um chorume até a reta final, só ali que ela fica interessante, mas diferente do primeiro jogo onde eu tava cagando e andando pro Nomad como protagonista, o Alcatraz no segundo jogo não fala UMA palavra a campanha toda e é um boneco com mais profundidade, durante toda a história o jogo insiste em dizer que você é um "Dead Man Walking", um "Post-Human Warrior", já no começo do jogo o Alcatraz perde toda sua humanidade, ele se torna algo mais que humano (ou talvez menos dependendo do ponto de vista), ele não pode falar, ele não tem sentimentos, ele só tá vivo por causa da nanosuit e o próprio corpo dele tá se fundindo com ela, o nome do personagem representa muito bem isso, ele tá preso à roupa, assim como a prisão se chama Alcatraz, você joga com um homem morto que segue andando mesmo que ele não tenha nada a perder, e no fim, ele perde até o próprio corpo, ele é reduzido a uma mera arma de combate.

O maior destaque do jogo é o gráfico, a física e os mapas abertos foram reduzidos em prol disso rodar nos consoles, é simplesmente absurdo o gráfico até hoje, todos os cenários, sombras, iluminação, texturas, é tudo extremamente bem feito. Cada fase do jogo tem um ponto de Nova Iorque totalmente modificado e de encher os olhos, até a cabeça da estátua da liberdade você encontra, e mais pro final, vira literalmente um filme dos Transformers, naves alienígenas voando, prédio desabando, um monte de figurante morrendo, baboseira militarista, até umas minhocas robóticas saem de dentro dos prédios.

É um jogo que não se leva nem um pouco a sério, que apesar de ficar meio repetitivo depois da metade ainda se mantém divertido e que remete a uma época que não volta mais, onde os jogos eram mais simples e não tinham o compromisso de ser um RPG mundo aberto infestado de conteúdo inútil pra justificar seu preço, é só um jogo de tiro legal com uma campanha legal.

Foi um fechamento legal pra franquia, tinha potencial pra ser o melhor jogo da trilogia, mas infelizmente é curto demais, levei 6 horinhas pra zerar e eu ainda enrolei.

A gameplay é basicamente a mesma do 2 só que mais rápida, adicionaram um arco no jogo que é fodástico, o sistema de melhorias da nanosuit é bem melhor e a variedade de armas alienígenas e tipos de inimigos aumentou consideravelmente. A parada mais legal é que as missões secundárias e os mapas abertos do primeiro jogo voltaram, você tem bem mais opções pra lidar com cada missão, o problema é que esse mapa novo da Nova Iorque toda fudida é um cu de enxergar as coisas com esse matagal enorme na sua cara, apesar disso, os cenários ainda são bem bonitos e o gráfico é basicamente a mesma coisa do segundo.

A história é simples como sempre, mas dessa vez até tenta explorar um pouco mais os personagens, infelizmente a curta duração faz com que tudo seja extremamente corrido, as coisas parecem que só vão acontecendo e são jogadas na sua cara o tempo todo, aí a última hora do jogo é bem linear e abandona totalmente as missões abertas. É um jogo que parece rushado, com uma paleta de cores que deixa ele com cara de morte o tempo inteiro e que não evolui muito em comparação ao segundo, além de ser bem menos cinematográfico também, pelo menos é divertido e encerra bem o enredo.

"My name is Laurence Barnes. They called me Prophet. Remember me."

The next-gen patch is more of a general performance update. The major additions is the performance mode running the game at 60fps. Also adding new side quests that were mods on the Creation Club originally.

Overall, it's nothing major. But the stable 60fps makes the experience slightly more pleasant. Other than that it's still just Fallout 4, warts and all.

gameplay do krl tenho mais de 3 mil horas nesse cu de jogo mt bom depois da serie eu pilhei mais ainda, só a historia que é mei nojera, os personagens são tronchos e as facções são muito caidinhas. o 3 e o new vegas batem de frente demais

Walking through the wasteland listening to Diamond City Radio is just so fun. The base building and crafting goes a long way with providing a use for scavenged items. I like the vibes, it gets a pass

Is this the best Fallout? No probably not. But I loaded my game with mods and I'm having more fun than I did the first time!

An objectively pretty bad rpg but I still get addicted to its looting and shooting

Um amigo imbecil meu disse que esse jogo é lento,o unico resident evil que ele jogou foi o 7

bom demais bater em inocente e jogar sacola nos outros

muitos defeitos + dlc foda = perfeição

não é ruim mas o preço disso na época por 1 hora de jogo é de fuder