The Peggle fandom is dying! Like this if you love pegging!

nazista fdp mereceu sair do flow

Dentre todos os jogos do Bolsonaro, existe um que é considerado rei, um jogo infame e absolutamente terrível, aquele que saiu nas notícias e em vídeos estrangeiros por sua qualidade notória. É provavelmente o jogo que vou utilizar no resumo da ópera para descrever o post inteiro, estou falando, claro, de BOLSOMITO, também conhecido como BOLSOMITO 2K18.

Tentar falar de BOLSOMITO, para mim, é um exercício muito difícil porque eu nem sei direito onde começar, é tipo explicar um meme de 2019 para um navegador português do século XVI, é um jogo que é a antítese de bom, eu diria que está no nível de algo como Custer's Revenge tanto na qualidade da jogabilidade de momento a momento quanto na abordagem de seus temas. A maioria dos jogos são considerados "ruins" pela onipresença de bugs, pelos controles terríveis, pelas más decisões no design, pelos gráficos feios, etc. Se levarmos em consideração os games como software, como produtos, essa abordagem está correta, eu mesmo fiz isso no meu blog, especialmente durante a análise (que eu achei meio injusta) de Mineirinho Ultra Adventures. Há um motivo pelo qual eu chamo estes posts de "análises" e não críticas, é porque eu não tenho a melhor capacidade de criticar algo como arte, como mais que a soma das suas partes, como um meio de expressão, o mais próximo foi minha análise de Stardew Valley, que originalmente veio de um lugar completamente diferente.

Eu digo tudo isso porque todos os jogos dos quais eu falei neste post falham miseravelmente como software, mas também possuem um núcleo podre, a mensagem que eles passam, a expressão que o autor tenta comunicar são ativamente prejudiciais tanto para as instituições do Brasil como para a vida de muita gente.

Mesmo se formos levar tudo na piada, ignorar todos os sinais de que as ideias sendo passadas são genuínas, ainda encontramos algo extremamente imaturo e preconceituoso, é uma "piada" que só pode ser considerada engraçada por ser chocante e tão politicamente incorreta, é basicamente escutar uma música da U.D.R sem levar em consideração o contexto ou o significado real das letras. BOLSOMITO 2K18 é retrógrado, reacionário, racista, classicista, misógino, homofóbico, transfóbico e odioso, cada minuto dos 49 que eu gastei jogando ele do início ao fim tirou dias inteiros da minha vida, foi puro sofrimento condensado, eu pude sentir meus neurônios queimando, e o jogo nem se importava com isso.

Eu já consumi muita mídia ruim, já assisti vários dos considerados "piores filmes de todos os tempos", passei dias e dias apenas jogando pedaços de cocô para meu blog entre 2015 e 2016, eu literalmente gastei meu dinheiro em jogos cujos desenvolvedores são neonazistas. Mesmo assim, a pior sensação que já tive enquanto jogava algo foi numa cópia pirata de um game do Bolsonaro, eu nem tive a oportunidade de financiar a extrema-direita brasileira porque, felizmente, o Ministério Público forçou a empresa a tirá-lo do ar, agora a única coisa que resta é a página da Steam sem botão para comprar. O único motivo pelo qual eu me lembrei da existência desse programa tão vil foi por uma notificação da Steam que me recomendou um jogo porque BOLSOMITO estava na minha lista de desejos do site. Gostaria de esclarecer que eu não botei ele na minha lista porque concordava com suas ideias, mas sim porque sabia que seria uma bosta. Bom que não dei dinheiro para os completos imbecis da BS Studios.

Eu joguei BOLSOMITO 2K18 não hoje, no dia 7 de Setembro, mas sim alguns meses atrás, eu simplesmente não quis ter essa experiência novamente, já basta aquela vez em junho. Mesmo removendo toda a carapuça e ignorando todo o texto sendo jogado na sua cara, BOLSOMITO ainda é um dos piores jogos que eu já joguei.

Assim como o sábio Timothy Rogers uma vez disse, o gênero Beat 'em Up é o pior para se fazer um jogo inteligente, e adivinha a qual gênero pertence esse game? A história é atroz e mal escrita para um caralho, o combate é completamente espantoso, o alcance dos golpes é muito baixo, os inimigos ficam andando em sua direção sem nenhum nuance extra, eles se aglomeram na sua frente esperando seus ataques, as hitboxes são horrendas e resultam em mortes instantâneas porque o desenvolvedor decidiu que um golpe inimigo daria dano continuamente enquanto tocasse no protagonista. As fases são vazias e longas demais, os 50 minutos pareceram 5 horas por causa disso, você caminha na velocidade de uma lesma por avenidas inteiras ocasionalmente encontrando algum inimigo ou um detalhe no plano de fundo que talvez servisse de piada para uma criança de 12 anos que já frequenta chans. A música de menu é uma paródia de Despacito e a faixa que toca nas fases é um riff de guitarra de 10 segundos que se repete de novo e de novo tentando passar a impressão de que este jogo é "metal", "pesado" e "edgy". Os desenvolvedores nem ao mesmo se deram o trabalho de criar bloqueios ao jogador, você pode passar andando por todas as fases sem matar ninguém, apenas indo do ponto A ao ponto B, que termina por ser a forma mais eficaz de não perder completamente seus neurônios.

Eu gostaria de pensar que essa foi a intenção dos caras da BS Studios: de criar um jogo tão terrível que o jogador uma hora não quisesse mais engajar com as mecânicas e parasse de jogar, ou que pelo menos não matasse ninguém antes de progredir pra próxima fase. Ao olhar os vídeos do jogo no youtube, percebo que estou sozinho nesse ato, todos os outros jogadores tomaram a consciente decisão de continuar a matar esquerdistas, pretos, mulheres e LGBTs, e isso diz bastante sobre aqueles que engajam com esse tipo de conteúdo.

Só de ver as análises "muito positivas" na Steam pode-se perceber o intelecto do integrante médio da extrema-direita, os comentários sempre são "Bolsonaro até 2022", "Chora petista" ou "Muito engraçado", talvez uma leve variação. Para confirmar seus próprios vieses, eles aceitam jogar absoluto lixo, esses jogadores escondem-se atrás de seus avatares para não mostrar ao mundo que eles completamente ignoraram algo objetivamente terrível em mais de um sentido simplesmente porque a vítima da "piada" não eram eles.

Mesmo se tudo foi apenas ironia ou uma piada, eu não vejo ninguém rindo, eu certamente não estou, e duvido que alguém realmente riu de forma honesta ao jogar, é uma forma de mentir para si mesmo. BOLSOMITO 2K18 é cruel e o pior jogo que eu já joguei na vida, uma ótima reflexão daquele em quem é baseado.

My life is like a video game, trying hard to beat the stage
All while I am still collecting coins
Trying hard to save the girl, obstacles, I'm jumping hurdles
I'm growing up to be a big boy

C'mon guys that stage with the knights and the medusa heads isn't even that bad

I want to kiss Kim Kitsuragi on the lips

É inegável a inovação que Dragon Quest trouxe ao mundo dos jogos, criando uma fórmula que até hoje segue forte com Dragon Quest XI, um dos meus RPGs favoritos. Porém, ao contrário da sua sequência mais nova, a qual eu aproveitei por horas e horas, o original do NES me trouxe poucas alegrias. Claro, eu ria quando lia algum um comentário inesperado de um NPC, me sentia muito poderoso ao derrotar inimigos mais fortes do que eu, adorava a tensão de ter que voltar para uma hospedaria rezando para que nenhum inimigo me pegasse despreparado e até passei a curtir o combate a partir do momento no qual o jogo te dá opções.
Só que, simultaneamente, foram jogados na minha cara inúmeros encontros aleatórios que repetem a mesma musiquinha e atrapalham a exploração do vasto mundo, ainda mais bloqueado pelas barreiras de dificuldade que forçam o jogador a dar grind. O combate, que era legalzinho e até estratégico, tornou-se algo maçante que se resumia a usar o feitiço de sleep e rezar para que os inimigos não acordassem. As “dungeons” são corredores iguais que ofuscam completamente a minha visão, seriam mais interessantes de se explorar se, a cada 5 passos, não surgisse algum monstro novo para te matar. Para mim, que mal sabia o que estava fazendo na maioria do tempo, perder metade do dinheiro toda vez que morre para algum inimigo aleatório é um saco, porque o jogo tem uma progressão que, de maneira direta ou indireta, é ditada pela quantidade de ouro no seu bolso. Podem me chamar de “filtrado” ou de “not a JRPG guy”, só que eu preciso admitir que eu praticamente parei de sentir qualquer coisa a partir da quarta ou quinta hora jogando, era só grind, tentativa e erro. Pelo menos os outros RPGs que eu joguei tinham músicas boas para me distrair da monotonia…

Eu sou uma pessoa extremamente manipulável e com pouca capacidade para pensamentos próprios, então comecei a jogar Dragon Quest com as análises mais curtidas do Backloggd em mente. As pessoas elogiando a estrutura e rebatendo acusações sobre grinding, tratando o jogo como um RPG condensado ao ponto de quase perfeição, de que qualquer um que precisasse usar um guia tinha que botar suas habilidades de interpretação de texto em dia. Ao chegar em áreas de grande dificuldade, eu obviamente pensava “ok, isso é para depois” e tentava explorar mais do que estava ao meu alcance, mas uma hora eu não tinha mais para onde ir. Eu voltei para esses lugares de alto nível e, obviamente, morria. Depois de meia hora vagando pelo mundo clamando por ajuda, eu desisti e olhei um guia para saber onde deveria ir agora, e era justamente em uma cidade escondida no meio dos monstros que tantas vezes me destruíram. Eu tinha feito tudo disponível até então, mas ainda não tinha dinheiro para comprar armas que dessem dano e não tinha vida para aguentar mais do que dois ataques de um escorpião ou magidrakee.
Minha impaciência também custou pontos de auto respeito quando queria olhar imagens para saber se havia perdido alguma coisa nas cidades e recebi as soluções de puzzles na minha cara, me privando da alegria da descoberta. Depois de tempo o suficiente perdendo a cabeça com alguns comentários obtusos de NPCs e sem vontade de dar mais grind só pra poder avançar uma área, eu decidi assistir a uma longplay do jogo e, caramba, eu não tinha chance alguma. Eu tava me forçando para chegar no final de Dragon Quest e tive que abandonar o caminho pra não perder o meu gosto por games no geral.

Por mais que eu tenha começado a jogatina desejando muito gostar de Dragon Quest e tenha ficado bom tempo tentando me convencer de que estava curtindo, não creio poder aproveitá-lo agora. Acho que as principais lições que eu recebi da experiência não envolvem a natureza dos games, mas sim duas: eu preciso começar a pensar mais por mim mesmo; e preciso tomar medidas para impedir que as opiniões dos outros penetrem tanto na minha mente. Só que isso é conversa pra ter com o psicólogo, não com um bando de anônimos em um site de reviews de games.

Espero que DQ 3, DQ 4 e DQ 5 sejam melhores.

God Hand não possui puzzles, não possui seções de plataforma, não possui um combate baseado em stats e debuffs, não possui um enredo detalhado e não possui gráficos bonitos, só porque ele não precisa de nada disso. God Hand é, do começo ao fim, uma representação fiel de si mesmo, não tem nada de supérfluo, é um dos melhores exemplos do meu tipo favorito de jogo: aquele que pega uma quantidade pequena de mecânicas e as expande para atingir seu maior potencial. God Hand não é artístico, é apenas um video game. O Clover Studio criou um dos melhores jogos de todos os tempos, e é apenas sobre se divertir enquanto deita bandidos, dominatrixes, demônios e gorilas na porrada.

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